terça-feira, 6 de março de 2012

Dilema: Regras

Você já pensou sobre o "dilema das regras"?

Há situações na vida que você terá duas possibilidades de escolha com relação a uma regra: ou você a cumpre OU não.

Seguir as regras evita o conflito com quem as lhe impôs, é verdade! Se você se confrontar com elas é capaz de sofrer as consequências de punição...

Sem as regras não teríamos sociedade. Nossos ancentrais eram nômades e "graças" a imposição de regras conseguimos se sedentarizar, formar aldeias, mais tarde vilas e cidades.

A religião, que constitui de regras em nome de Deus, conseguiu agregar as pessoas na construção das ideias, na preservação da literatura, da filosofia, etc. Mas em outros momentos conseguiu ser uma pedra no caminho de reformas importantes do pensamento.

Tiramos duas conclusões importantes com isso: a regra ajuda mas também pode atrapalhar - depende do momento.

Está no trânsito? Siga as regras que tudo dará certo: acabará por não bater em outros carros e conseguinte evitará angariar pontos na carteira (de motorista). Fica sendo assim, cômodo pra você que segue o combinado e para a comunidade que precisa de proteção.

Quer um outro exemplo? Está em um parque de diversão? Siga as recomendações que diminuirá as chances de você sofrer um acidente.

Por outro lado, seguir algumas regras só porque elas existem pode levá-lo ao travamento. E o que seria esse travamento?

O travamento, que eu quero dizer, é não ir "além", é não conseguir chegar aonde outras pessoas não foram. A regra pode te restringir com a justificativa de te proteger mas somente leva você até aonde os outros já foram. A norma diz que você deve fazer "x" para chegar em "y", mas porque não chegar em "z"?

Para alcançar novas perspectivas, as regras as vezes precisam ser quebradas. Você ficará restrito a somente o que te impuseram?

O que seria do mundo se as regras não fossem descumpridas as vezes. Talvez não teríamos o mundo como o temos hoje: tecnologia, racionalismo, moda diversificada, ideias diversificas, etc.

Sim, porque a regra tende a restringir... A sua quebra permite novas perspectivas.

Não teríamos vários gêneros de música (como o rock - símbolo da rebeldia musical) caso os jovens não se rebelassem. Não teríamos várias modos de se vestir (jeans rasgados, cabelos espetados, brincos na orelha....) caso seguíssemos todas as regras de se vestir.

Não teríamos, enfim, as exceções. Porque essas foram criadas porque houve necessidade anterior de quebrar a regra. Não teríamos o surrealismo e demais movimentos artísticos (onde cada época contrariava a anterior).

Há também o fato de a quem interessa tais regras?

Pastores, gestores, ...e até governantes tem nas regras um modo de manter a ordem (mas essa ordem é pra quem?). Geralmente há uma elite em todas as esferas que se beneficiam do status quo que essas regras consolidam.

Seguir as regras que nos foram impostas com desculpa de nos proteger, pode fazer-nos cair em uma grande amardilha, é como se vendêssemos nossa alma e corpo a favor do sistema.

Somos realmente adestrados. Desde crianças nos ensinam regras (que parecem realmente importantes para vivermos em sociedade). Mas quem garante que quem exerce o controle das regras não usará isso a favor próprio?

É como se não houvesse, na história, avanço caso não fossem criadas regras e em outro momento seu questionamento.